É engraçado como algumas das qualidades que pensamos ter podem nos trair de repente. Eu sempre achei que ser fiel aos meus objetivos e dar prioridades às coisas que realmente importam na vida eram qualidades, mas hoje me dizem que assim não se diverte.
Sempre achei que tenho que fazer as coisas quando tenho vontade de coração, mas hoje me dizem que temos que ser sociáveis.
Também sempre achei que o que todo mundo busca é o amor, mas agora dizem que isso já era e que o que vale é o momento.
E tudo isso, Mel, tem me lembrado daquela lei de Gérson, que não é muito do nosso tempo, mas para mim é o fim do mundo. A "lei" dizia que o importante é levar vantagem em tudo, o que me lembra muito de algo que chamo de Teoria da Conveniência. Há muita gente que diz o que diz porque é conveniente em um certo momento. E com isso quer levar vantagem em tudo! Sinceramente? Eu não queria mais viver num mundo assim (desconto para o exagero, sou sagitariana).
Esse rebanho de Gérsons espalhados são justamente as pessoas que falam "eu te amo". E ponto final. Ou "você é meu amigo". Ponto final outra vez. Não precisa ser revisor para entender o significado de tantos pontos finais. Os relacionamentos tornam-se limitados e, decididamente, não quero viver assim. Pelo menos, me esforço para fazer tudo ao contrário. Adoro contestar mesmo!
Quando a gente é criança e aprende que o amor é lindo, deveria levar isso mais a sério, mesmo que a vida coloque vários obstáculos e dificulte um pouco as coisas. Acreditar é o primeiro passo para poder fazer a nossa vida mais bacana. Os Gérsons que me desculpem.
Mamãe, acho que estou ligeiramente grávida
É, Mel, acho que realmente consigo me sentir amada e talvez seja por isso que essa idéia nasceu e está amadurecendo. Mas dessa vez não vou seguir seu conselho, porque não vai dar para fazer agora, já. Daqui a alguns anos, quem sabe?
Não sei se são os hormônios, a saudade dos sobrinhos ou a visita que fiz ao blog Mothern. Mas o fato é que, de repente, fiquei com uma vontade enorme de ter um bebê. Também pode ser o fato de eu estar assistindo ao canal Discovery Health quase todos os dias e saber que, hoje em dia, os partos são tão tranqüilos que até uma depilação bem cavada dói mais.
Não que eu vá, assim sem mais nem menos, arranjar um nenezinho, pois tenho tudo muito planejado para quando isso acontecer. Até os nomes dos meus filhos eu já sei. Mas deve ser simplesmente maravilhoso ver uma pessoinha crescendo e aprendendo com você como é que se vive. Não é demais ver as crianças descobrindo o mundo?
No fundo, no fundo, acho que meus filhos já estão sendo muito esperados. E quando chegarem, vou dizer a eles justamente isso.
Beijos
Não sei se são os hormônios, a saudade dos sobrinhos ou a visita que fiz ao blog Mothern. Mas o fato é que, de repente, fiquei com uma vontade enorme de ter um bebê. Também pode ser o fato de eu estar assistindo ao canal Discovery Health quase todos os dias e saber que, hoje em dia, os partos são tão tranqüilos que até uma depilação bem cavada dói mais.
Não que eu vá, assim sem mais nem menos, arranjar um nenezinho, pois tenho tudo muito planejado para quando isso acontecer. Até os nomes dos meus filhos eu já sei. Mas deve ser simplesmente maravilhoso ver uma pessoinha crescendo e aprendendo com você como é que se vive. Não é demais ver as crianças descobrindo o mundo?
No fundo, no fundo, acho que meus filhos já estão sendo muito esperados. E quando chegarem, vou dizer a eles justamente isso.
Beijos
Desgraça pouca é bobagem, mas passa logo
Estou assustada com a quantidade de mulheres que estão na TPM na mesma época do ano em que acaba meu inferno astral. Na semana passada, não bastasse o episódio dos saquinhos de açúcar (atenção, leitores X-Man e YMCA, isso realmente aconteceu!), algum espírito bem maligno se apossou da minha pobre pessoa e eu só não mordi meu "namorido" porque ele se tocou que não ia ser uma boa puxar papo com alguém que acorda no meio da noite gritando "leva as prints para o atendimento!" e que também chora com coisas bestas, do tipo Vídeo Show. Mas, como esse ciclo tem seus altos e baixos, como coisas muito legais têm
acontecido comigo (e isso inclui os comentários bacanas que temos recebido aqui no blog) e como sábado terminou a saga astral, já vejo a luz no fim do túnel. Aliás, estou tão feliz da vida que acho que vou começar a escrever um novo texto. Sobre uma vontade muito estranha que me deu?
Beijinhos
PS: desculpa se te fiz chorar, mas, se nenhuma lagrimazinha brotasse, eu ia achar muito estranho.
PS2: o ar-condicionado daqui não me deixa compartilhar todo esse calor. Acho que vou dar uma voltinha na rua. Não posso perder essa sensação!
acontecido comigo (e isso inclui os comentários bacanas que temos recebido aqui no blog) e como sábado terminou a saga astral, já vejo a luz no fim do túnel. Aliás, estou tão feliz da vida que acho que vou começar a escrever um novo texto. Sobre uma vontade muito estranha que me deu?
Beijinhos
PS: desculpa se te fiz chorar, mas, se nenhuma lagrimazinha brotasse, eu ia achar muito estranho.
PS2: o ar-condicionado daqui não me deixa compartilhar todo esse calor. Acho que vou dar uma voltinha na rua. Não posso perder essa sensação!
Obrigada
Mel, tenho tanto o que agradecer! Não sei se começo dizendo que sou uma pessoa muito mais feliz hoje, que tenho uma amiga como você, ou se digo que é maravilhoso ser amiga de alguém porque essa pessoa simplesmente não podia passar pela minha vida e não ficar.
Não sei se digo que não é preciso te ver todos os dias pra te saber minha amiga, ou se digo que sinto bastante a sua falta.
Não sei se digo que algumas das coisas mais bacanas da minha nova vida em Sampa eu fiz com você ou se digo que eu só teria colocado piercing, escrito um blog e aprendido a revisar porque você não me deu outra alternativa, hehehe!
Talvez seja importante lembrar que não é apenas uma estranha coincidência nós duas sermos tão parecidas, pensarmos as mesmas asneiras, mesmo quando acabamos agindo de maneira diferente. E isso é muito importante também!
Mel, é ou não é maravilhoso fazer aniversário? Não tem coisa melhor que poder apagar as velinhas ao som de "Parabéns a você". Apesar que dizem por aí que quem tem os direitos autorais dessa música é aquele moço americano que era um negro bacana e cantava Billie Jean e agora virou uma coisa branca esquisita que gosta de criancinhas. Eu até pensei em fazer um boicote e ia pedir para as pessoas cantarem "Atirei o pau no gato", mas achei melhor não. Se minha gata ouvisse, ia ficar muito chateada.
Bom, já que meu inferno astral se foi, volto a esse blog com força total. Mas nem tanto.
Beijo grande!
Não sei se digo que não é preciso te ver todos os dias pra te saber minha amiga, ou se digo que sinto bastante a sua falta.
Não sei se digo que algumas das coisas mais bacanas da minha nova vida em Sampa eu fiz com você ou se digo que eu só teria colocado piercing, escrito um blog e aprendido a revisar porque você não me deu outra alternativa, hehehe!
Talvez seja importante lembrar que não é apenas uma estranha coincidência nós duas sermos tão parecidas, pensarmos as mesmas asneiras, mesmo quando acabamos agindo de maneira diferente. E isso é muito importante também!
Mel, é ou não é maravilhoso fazer aniversário? Não tem coisa melhor que poder apagar as velinhas ao som de "Parabéns a você". Apesar que dizem por aí que quem tem os direitos autorais dessa música é aquele moço americano que era um negro bacana e cantava Billie Jean e agora virou uma coisa branca esquisita que gosta de criancinhas. Eu até pensei em fazer um boicote e ia pedir para as pessoas cantarem "Atirei o pau no gato", mas achei melhor não. Se minha gata ouvisse, ia ficar muito chateada.
Bom, já que meu inferno astral se foi, volto a esse blog com força total. Mas nem tanto.
Beijo grande!
Estranhas coincidências
Cara amiga, acho que aquela música do Los Hermanos realmente foi feita para mim, ou para nós duas, já que não quero ser estranha sozinha.
Hoje foi demais: eu tinha seis saquinhos de açúcar na minha gaveta e resolvi fazer uma faxina daquelas. Guardei dois saquinhos para mim mesma, pois tenho hipoglicemia e nunca se sabe quando posso ter um ataque. Ainda mais que encontrei uma amiga que não via há tempo e ela me contou que estava sofrendo desse mal. Mais tarde, alguns colegas vieram aqui falar desse mesmo assunto e comecei a oferecer os quatro saquinhos restantes para todo mundo, achando que tudo era um sinal. Ninguém quis minhas prendas e as deixei quietinhas na minha mesa. Mas, inquieta que sou, comecei a revisar as embalagens. Para minha supresa, elas têm uns numerozinhos de série, que devem ser aleatórios. Mas não no meu caso. Eles formavam, certinho, a sequência 1, 2, 3 e 4.
Não pára aí. Minha colega, vendo minha aflição, com saquinhos pra lá e pra cá, resolveu me dar o único que guardava em sua gaveta. Ainda brinquei com ela: "só se for o 5". Era!
Não bastando isso, conversei com outra amiga minha sobre uma viagem a Machu Pichu. Então me lembrei que trouxe de casa umas histórias sobre viagens que gostaria de fazer, e que ia publicar no blog. Tenho uma preferida, sobre o Indiana Jones e o Egito (essa minha amiga vai lembrar disso, sou apaixonada por Jones). Eis que me pego visitando o site das Garotas que dizem NI e... supresa! Um dos artigos de hoje é sobre INDIANA JONES!
O que mais pode me acontecer? Seria muito bom se a próxima coincidência fosse acertar os números da loteria. Com certeza eu iria para o Egito. Com o meu namorado. Vestido de Harrison Ford.
Beijo grande!
Hoje foi demais: eu tinha seis saquinhos de açúcar na minha gaveta e resolvi fazer uma faxina daquelas. Guardei dois saquinhos para mim mesma, pois tenho hipoglicemia e nunca se sabe quando posso ter um ataque. Ainda mais que encontrei uma amiga que não via há tempo e ela me contou que estava sofrendo desse mal. Mais tarde, alguns colegas vieram aqui falar desse mesmo assunto e comecei a oferecer os quatro saquinhos restantes para todo mundo, achando que tudo era um sinal. Ninguém quis minhas prendas e as deixei quietinhas na minha mesa. Mas, inquieta que sou, comecei a revisar as embalagens. Para minha supresa, elas têm uns numerozinhos de série, que devem ser aleatórios. Mas não no meu caso. Eles formavam, certinho, a sequência 1, 2, 3 e 4.
Não pára aí. Minha colega, vendo minha aflição, com saquinhos pra lá e pra cá, resolveu me dar o único que guardava em sua gaveta. Ainda brinquei com ela: "só se for o 5". Era!
Não bastando isso, conversei com outra amiga minha sobre uma viagem a Machu Pichu. Então me lembrei que trouxe de casa umas histórias sobre viagens que gostaria de fazer, e que ia publicar no blog. Tenho uma preferida, sobre o Indiana Jones e o Egito (essa minha amiga vai lembrar disso, sou apaixonada por Jones). Eis que me pego visitando o site das Garotas que dizem NI e... supresa! Um dos artigos de hoje é sobre INDIANA JONES!
O que mais pode me acontecer? Seria muito bom se a próxima coincidência fosse acertar os números da loteria. Com certeza eu iria para o Egito. Com o meu namorado. Vestido de Harrison Ford.
Beijo grande!
Montanha-russa
Mel, meu fim de semana foi um pouquinho mais comprido... não trabalhei ontem, pois tinha um dia de folga para tirar e muita coisa pra resolver. Também vou te deixar curiosa porque ainda não dá pra falar sobre tudo o que está acontecendo na minha singela vidinha, mas sei que as mudanças serão grandes e eu... estou absolutamente estranha. Tá, tá bom, eu sei que não sou nenhum exemplo de como ser normal, mas parece que estou sofrendo um processo de mutação, me transformando em uma pessoa ainda mais esquisita. Fico toda hora me perguntando se está tudo dando certo, se é isso mesmo que eu quero, se vou me transformar em uma pessoa melhor, se vai demorar logo. Estou absolutamente ansiosa e morrendo de medo ao mesmo tempo. Sabe quando você é criança e quer muito ir na montanha-russa? Você nem dorme direito na noite anterior, de tanta emoção. Mas quando o carrinho começa a subir pelos trilhos você se pergunta: "o que estou fazendo aqui, meu Deus?". Meu consolo é saber que sempre, sempre, valeu a pena. Adoro montanha-russa até hoje!
Beijo grande da Teca.
Beijo grande da Teca.
Parece cocaína, mas é só tristeza
Mel, hoje em dia ficou careta falar um monte de coisa, mas tenho que confessar que não dá pra esquecer das frases célebres do Renato Russo, que cantou tão bem a nossa geração. E foi essa a frase que lembrei hoje, depois de ler seus e-mails. "Há tempos tive um sonho, não me lembro, não me lembro".
Acho que é isso mesmo, talvez você deva deixar a luz acesa para poder encarar os sonhos de frente. Assim, quando eles vierem, você estará esperando, preparada para discutir por que as coisas têm que ser assim.
Também acho que os sonhos são mais fáceis, mas a realidade é tão melhor. Nada como estar totalmente lúcida para aproveitar a vida e cada minutinho que ela tem para nos oferecer. E nada como conseguir realizar os sonhos. Bem acordada!
É, Mel, taí uma grande vantagem em ser careta.
Beijo grande.
Acho que é isso mesmo, talvez você deva deixar a luz acesa para poder encarar os sonhos de frente. Assim, quando eles vierem, você estará esperando, preparada para discutir por que as coisas têm que ser assim.
Também acho que os sonhos são mais fáceis, mas a realidade é tão melhor. Nada como estar totalmente lúcida para aproveitar a vida e cada minutinho que ela tem para nos oferecer. E nada como conseguir realizar os sonhos. Bem acordada!
É, Mel, taí uma grande vantagem em ser careta.
Beijo grande.
Coisa de irmão
É, Mel, os relacionamentos são e sempre serão confusos até que a gente possa se conhecer tão bem e passe a enxergar o quanto é difícil mudar certas atitudes nossas - quem dirá as dos outros.
Mas tem gente que é perfeita assim, do jeitinho que é. Falo isso por causa do meu irmão, a quem chamo de big brother, mas com o sentido de ele ser um grande cara mesmo. Tenho várias histórias engraçadas com ele, mas a que vou contar é especial...
Sabe aquela pessoa que atrai confusão? Esse é o Carlos, mais conhecido por Calotas.
No verão de 1995 ele resolveu tirar umas férias com meu pai e convidou um amigo para irem para Paúba, uma praia no litoral norte de São Paulo. Como as agendas não batiam, e meu pai tinha que deixar minha avó em Santos, ficou combinado que todos iriam separados. Meu irmão foi o primeiro a sair, de ônibus, e chegou em Santos de madrugada. A chave do apartamento da vovó estava no prédio vizinho e o porteiro nem o viu entrar. Papai e vovó chegaram de manhã, mas meu pai queria ir logo para Paúba.
Assim, Calotas passaria o dia com vovó, esperando minha tia chegar de Miami e o amigo, Grilo, para, então, poderem seguir viagem.
O dia passou sem maiores problemas para aquela senhora e seu netinho. Mas eis que anoitece e nada da tia Sara. Meu irmão começou a ficar preocupado, já que era 21h e o vôo dela chegaria às 15h, em São Paulo. Minha avó começou a rezar, vendo o Calotas ligar para o aeroporto, para a polícia rodoviária, para meu pai, pra Deus (também) e o mundo.
Nisso, uma vizinha do apartamento, sem nem imaginar que poderia ter alguém lá dentro, chama a polícia, pensando que ladrões tinham invadido o prédio.
Exausto, o Calotas estava sentado na varanda, olhando a bela noite de Santos, o mar, a balada lá embaixo e... a polícia. A polícia?
Inocente, ele resolveu trancar-se em casa, enquato vovó ainda rezava, imaginando que ladrões tinham invadido o prédio.
De volta à sacada, na tentativa de ver o que estava acontecendo, Calotas se depara com dezenas de policiais, em cima, embaixo, do lado e um deles pergunta: "Ô, moleque, o que você está fazendo aí?".
Meu irmão abriu a porta, certo de que a situação se resolveria, quando minha avó sai do quarto em que estava a rezar e se depara com os policiais, a vizinha e o porteiro. Nova confusão! Quem conseguia explicar para aquela senhora que minha tia NÃO tinha morrido num desastre de avião? Detalhe: vovó era boliviana e só falava o castelhano.
Calotas soltou o famoso "vocês que se entendam" e voltou para a sacada. A noite de Santos estava bonita demais.
Meia hora depois, tudo estava resolvido. O vôo da tia Sara tinha atrasado mesmo e ela, o Grilo e meu meu chegaram pela manhã. Vovó pôde rezar e agradecer pela saúde de todos e o Calotas foi, feliz, para Paúba, onde conseguiu se perder no caminho de uma cachoeira. Não falei? Esse é o meu irmão.
Mas tem gente que é perfeita assim, do jeitinho que é. Falo isso por causa do meu irmão, a quem chamo de big brother, mas com o sentido de ele ser um grande cara mesmo. Tenho várias histórias engraçadas com ele, mas a que vou contar é especial...
Sabe aquela pessoa que atrai confusão? Esse é o Carlos, mais conhecido por Calotas.
No verão de 1995 ele resolveu tirar umas férias com meu pai e convidou um amigo para irem para Paúba, uma praia no litoral norte de São Paulo. Como as agendas não batiam, e meu pai tinha que deixar minha avó em Santos, ficou combinado que todos iriam separados. Meu irmão foi o primeiro a sair, de ônibus, e chegou em Santos de madrugada. A chave do apartamento da vovó estava no prédio vizinho e o porteiro nem o viu entrar. Papai e vovó chegaram de manhã, mas meu pai queria ir logo para Paúba.
Assim, Calotas passaria o dia com vovó, esperando minha tia chegar de Miami e o amigo, Grilo, para, então, poderem seguir viagem.
O dia passou sem maiores problemas para aquela senhora e seu netinho. Mas eis que anoitece e nada da tia Sara. Meu irmão começou a ficar preocupado, já que era 21h e o vôo dela chegaria às 15h, em São Paulo. Minha avó começou a rezar, vendo o Calotas ligar para o aeroporto, para a polícia rodoviária, para meu pai, pra Deus (também) e o mundo.
Nisso, uma vizinha do apartamento, sem nem imaginar que poderia ter alguém lá dentro, chama a polícia, pensando que ladrões tinham invadido o prédio.
Exausto, o Calotas estava sentado na varanda, olhando a bela noite de Santos, o mar, a balada lá embaixo e... a polícia. A polícia?
Inocente, ele resolveu trancar-se em casa, enquato vovó ainda rezava, imaginando que ladrões tinham invadido o prédio.
De volta à sacada, na tentativa de ver o que estava acontecendo, Calotas se depara com dezenas de policiais, em cima, embaixo, do lado e um deles pergunta: "Ô, moleque, o que você está fazendo aí?".
Meu irmão abriu a porta, certo de que a situação se resolveria, quando minha avó sai do quarto em que estava a rezar e se depara com os policiais, a vizinha e o porteiro. Nova confusão! Quem conseguia explicar para aquela senhora que minha tia NÃO tinha morrido num desastre de avião? Detalhe: vovó era boliviana e só falava o castelhano.
Calotas soltou o famoso "vocês que se entendam" e voltou para a sacada. A noite de Santos estava bonita demais.
Meia hora depois, tudo estava resolvido. O vôo da tia Sara tinha atrasado mesmo e ela, o Grilo e meu meu chegaram pela manhã. Vovó pôde rezar e agradecer pela saúde de todos e o Calotas foi, feliz, para Paúba, onde conseguiu se perder no caminho de uma cachoeira. Não falei? Esse é o meu irmão.
Interior
Cara Mel, também estou feliz da vida com os comentários que recebemos e gostaria de agradecer de coração aos nossos "leitores" e fãs.
Para quem acaba de entrar no inferno astral, a minha vida está indo muito bem. Vários acontecimentos pequenos anunciam que uma coisa bacana está para acontecer e prometo que volto a falar disso em breve. Mas só para vocês saberem, uma onda de felicidade invadiu a minha praia e tenho até medo que tudo termine em novembro, no dia em que eu apagar... hãm, hãm... algumas velinhas.
Nesses três horríveis dias em que fizemos jus ao nome do nosso blog (pelo menos a parte que vem depois da vírgula) eu fui, depois de muito tempo, para o interior visitar a família e os amigos. Por isso, acredito que essa é uma boa oportunidade para falar de coisas que a gente só consegue ver nessas mágicas cidadezinhas de 100 mil habitantes:
Cachorro-quente
Não há como comparar o sanduíche feito de salsicha das pracinhas do interior com os lanches da capital. A começar pelo pão, que lá vem todo fofinho e cheirando a forno. E a gente come sentado em bancos de praça mesmo, com um céu danado de bonito, cheinho de estrelas pra deixar o hot-dog ainda mais saboroso.
Cachorro mesmo
Os cachorros do interior são muito felizes. Não têm essa frescura de pet shop a toda hora e até a poodle da minha mãe, que vive dentro de casa, tem garantido o seu direito de ir e vir sem coleira por um quintal enorme, com grama de verdade que quando é cortada deixa a casa inteira com um cheirinho herbal.
Vizinhos
Todo vizinho que se preze tem, no interior, uma meia dúzia daquelas cadeiras de ferro e plástico colorido para colocar na varanda ou na calçada e ficar "tomando a fresca" com o pessoal da rua. A criançada fica zoando com a bicicleta, a bola, os patins enquanto os mais velhos papeiam sobre o dia, a noite, o fulano, a sicrana e assim vão vivendo felizes as suas vidas.
Chuva
Quando chove no interior, a gente nunca sabe o que é mais gostoso: o cheiro de terra molhada ou a aventura de correr pelas ruas e se molhar pra valer, enquanto a mãe da gente espera com um banho bem quentinho e uma toalha felpuda.
Pão feito em casa
Verdadeira mania na minha cidade, essa iguaria só tem esse sabor se é feita em casa mesmo. Padaria não vale de nada nessas horas. E tem coisa mais gostosa do que passar manteiga no pão saído do forno e comer com um café passadinho na hora na casa da mãe da gente? Ah, não tem mesmo.
Tardes de domingo
Às vezes melancólicas demais para o meu gosto, é nas tardes de domingo que você consegue perceber que realmente está no interior. Logo depois do almoço, o silêncio reina absoluto e, se você sai na rua, pode encontrar alguns cães e gatos estirados no meio do asfalto, fazendo a sua "sesta" enquanto nas casas ouve-se o barulho do lavar dos pratos e nas esquinas alguns homens fumam pacientemente seus cigarros. Nas tardes de domingo é possível suspirar por duas saudades diferentes: a saudade da cidade grande e sua inesgotável correria que chamamos de vida, e a saudade da vida no interior, que não é senão saudade de um tempo que não volta mais.
Para quem acaba de entrar no inferno astral, a minha vida está indo muito bem. Vários acontecimentos pequenos anunciam que uma coisa bacana está para acontecer e prometo que volto a falar disso em breve. Mas só para vocês saberem, uma onda de felicidade invadiu a minha praia e tenho até medo que tudo termine em novembro, no dia em que eu apagar... hãm, hãm... algumas velinhas.
Nesses três horríveis dias em que fizemos jus ao nome do nosso blog (pelo menos a parte que vem depois da vírgula) eu fui, depois de muito tempo, para o interior visitar a família e os amigos. Por isso, acredito que essa é uma boa oportunidade para falar de coisas que a gente só consegue ver nessas mágicas cidadezinhas de 100 mil habitantes:
Cachorro-quente
Não há como comparar o sanduíche feito de salsicha das pracinhas do interior com os lanches da capital. A começar pelo pão, que lá vem todo fofinho e cheirando a forno. E a gente come sentado em bancos de praça mesmo, com um céu danado de bonito, cheinho de estrelas pra deixar o hot-dog ainda mais saboroso.
Cachorro mesmo
Os cachorros do interior são muito felizes. Não têm essa frescura de pet shop a toda hora e até a poodle da minha mãe, que vive dentro de casa, tem garantido o seu direito de ir e vir sem coleira por um quintal enorme, com grama de verdade que quando é cortada deixa a casa inteira com um cheirinho herbal.
Vizinhos
Todo vizinho que se preze tem, no interior, uma meia dúzia daquelas cadeiras de ferro e plástico colorido para colocar na varanda ou na calçada e ficar "tomando a fresca" com o pessoal da rua. A criançada fica zoando com a bicicleta, a bola, os patins enquanto os mais velhos papeiam sobre o dia, a noite, o fulano, a sicrana e assim vão vivendo felizes as suas vidas.
Chuva
Quando chove no interior, a gente nunca sabe o que é mais gostoso: o cheiro de terra molhada ou a aventura de correr pelas ruas e se molhar pra valer, enquanto a mãe da gente espera com um banho bem quentinho e uma toalha felpuda.
Pão feito em casa
Verdadeira mania na minha cidade, essa iguaria só tem esse sabor se é feita em casa mesmo. Padaria não vale de nada nessas horas. E tem coisa mais gostosa do que passar manteiga no pão saído do forno e comer com um café passadinho na hora na casa da mãe da gente? Ah, não tem mesmo.
Tardes de domingo
Às vezes melancólicas demais para o meu gosto, é nas tardes de domingo que você consegue perceber que realmente está no interior. Logo depois do almoço, o silêncio reina absoluto e, se você sai na rua, pode encontrar alguns cães e gatos estirados no meio do asfalto, fazendo a sua "sesta" enquanto nas casas ouve-se o barulho do lavar dos pratos e nas esquinas alguns homens fumam pacientemente seus cigarros. Nas tardes de domingo é possível suspirar por duas saudades diferentes: a saudade da cidade grande e sua inesgotável correria que chamamos de vida, e a saudade da vida no interior, que não é senão saudade de um tempo que não volta mais.
Blog vazio, oficina do diabo
Esses dias que passaram foram tão corridos que não pudemos colocar alguma coisa realmente prestável nesse blog. E preferimos não colocar nada a encher a internet de (mais) besteira.
O fato curioso da semana é que recebemos vários e-mails de pessoas que sentiram a nossa falta e um, especial, nos pedindo conselhos.
Achamos que conselho não é coisa que se dê, assim de graça, ainda mais vindo de gente tão sábia quanto eu e Mel, mas... ah, esses assuntos do coração são tão interessantes... A gente acha que aprende a cada dia, com cada pessoa que cruza o nosso caminho, então vamos publicar aqui o e-mail da leitora e nossa resposta, que pode valer ou não, mas que é de coração.
"Se vocês forem me dar todos os conselhos que preciso, vão passar pelo menos metade das suas vidas escrevendo.
Mas vamos lá, né?
No caso, tenho um namorado que gosta muito de mim, que quer casar, mas no momento, não tenho muita certeza do que eu sinto... Acho que tenho mais certeza do que eu não sinto. Acontece que além de estar confusa, ainda tem os "casos"... Na realidade, só um caso real, os outros ainda estão na tentativa, mas é sempre bom deixar na manga... Isso só prova uma coisa: estou com a bola toda e meu namorado não é o homem da minha vida, porque se fosse, não estaria me interessando por outros.
O pior de tudo é que o cara que está virando minha cabeça também tem namorada... Mas ele mexe muito comigo e tenho certeza que mexo com ele também. A gente se trata como namorados... muito estranho... Ele me liga várias vezes por dia, fala que tem saudade, que eu faço falta... Nem parece que existem outras pessoas na nossa vida. Hoje ele me disse que já amou muito a namorada, mas agora está confuso... Acha que se acomodou e não sabe se vale a pena continuar com o namoro. Claro que ele está com a mesma dúvida que a minha, e pelo mesmo motivo. Acho que o que a gente sente é muito forte... Acho não, é muito forte. Ao mesmo tempo, que teria coragem de jogar tudo pro alto pra ficar com ele, tenho medo de me magoar depois e de estar fazendo uma enorme besteira. Mas como não sou muito de pensar pra agir, estou quase fazendo isso. Por isso, esse fim de semana, quero ficar sozinha de verdade, pensando no que eu vou fazer, nas pessoas que estão envolvidas e em todas as consequências que qualquer atitude minha pode causar. Até que pra uma pessoa impulsiva e ansiosa, estou me controlando bem.
E agora? Será que estou sendo radical? Será que estou agindo mais com o coração do que com a razão? Ou será que estou tentando fugir, mais uma vez, de um compromisso sério? Parece papo de homem que só quer saber de galinhar, né? Mas não é nada disso... Na verdade, gosto muito da minha liberdade. E às vezes acho que é muito melhor ficar sozinha."
Coincidência ou não, cara amiga, nós já passamos algumas vezes por isso. E essa parece ser a dúvida do século: quem consegue domar o coração? Pior ainda: em tempos modernos, o que acontece com os relacionamentos?
Antes de mais nada, devemos avisar que somos suspeitíssimas para falar sobre o assunto. Primeiro porque adoramos namorar e segundo porque uma de nós é sagitariana e preza muito a liberdade.
Então vamos começar a falar dela, a liberdade. A sagitariana aqui diz que ser livre é fazer aquilo que você considera legal para sua vida, independentemente do que os outros digam. Já deu para perceber onde vai parar esse conselho? É mais ou menos isso: faça aquilo que você escolheu para você. O namoro não está legal? Mude. Não deu certo? Se mude.
Claro que é muito legal ouvir a opinião de pessoas sensatas (como nós duas, claro), mas muito mais legal é aprender a ouvir a você mesma, entender o que está acontecendo, se questionar se isso é legal, se essas são as escolhas certas.
Trocando em miúdos, a gente quer dizer que tudo o que você está perguntando é muito pessoal e só você tem as respostas. Mas queremos dizer também que você deve cuidar MUITO bem de si mesma. Em tudo o que fizer. E se alguma coisa está te incomodando e vai contra as suas convicções, faça mesmo o que você está pensando em fazer: fique sozinha, converse consigo mesma. Acreditamos muito que a Grande Verdade mora dentro de nós mesmos (nós, as pessoas do bem).
Ei, acabamos de perceber: você já tinha a resposta!!! Ok, pode passar uns dez contos aqui pra gente. Já avisamos que conselho não é de graça.
O fato curioso da semana é que recebemos vários e-mails de pessoas que sentiram a nossa falta e um, especial, nos pedindo conselhos.
Achamos que conselho não é coisa que se dê, assim de graça, ainda mais vindo de gente tão sábia quanto eu e Mel, mas... ah, esses assuntos do coração são tão interessantes... A gente acha que aprende a cada dia, com cada pessoa que cruza o nosso caminho, então vamos publicar aqui o e-mail da leitora e nossa resposta, que pode valer ou não, mas que é de coração.
"Se vocês forem me dar todos os conselhos que preciso, vão passar pelo menos metade das suas vidas escrevendo.
Mas vamos lá, né?
No caso, tenho um namorado que gosta muito de mim, que quer casar, mas no momento, não tenho muita certeza do que eu sinto... Acho que tenho mais certeza do que eu não sinto. Acontece que além de estar confusa, ainda tem os "casos"... Na realidade, só um caso real, os outros ainda estão na tentativa, mas é sempre bom deixar na manga... Isso só prova uma coisa: estou com a bola toda e meu namorado não é o homem da minha vida, porque se fosse, não estaria me interessando por outros.
O pior de tudo é que o cara que está virando minha cabeça também tem namorada... Mas ele mexe muito comigo e tenho certeza que mexo com ele também. A gente se trata como namorados... muito estranho... Ele me liga várias vezes por dia, fala que tem saudade, que eu faço falta... Nem parece que existem outras pessoas na nossa vida. Hoje ele me disse que já amou muito a namorada, mas agora está confuso... Acha que se acomodou e não sabe se vale a pena continuar com o namoro. Claro que ele está com a mesma dúvida que a minha, e pelo mesmo motivo. Acho que o que a gente sente é muito forte... Acho não, é muito forte. Ao mesmo tempo, que teria coragem de jogar tudo pro alto pra ficar com ele, tenho medo de me magoar depois e de estar fazendo uma enorme besteira. Mas como não sou muito de pensar pra agir, estou quase fazendo isso. Por isso, esse fim de semana, quero ficar sozinha de verdade, pensando no que eu vou fazer, nas pessoas que estão envolvidas e em todas as consequências que qualquer atitude minha pode causar. Até que pra uma pessoa impulsiva e ansiosa, estou me controlando bem.
E agora? Será que estou sendo radical? Será que estou agindo mais com o coração do que com a razão? Ou será que estou tentando fugir, mais uma vez, de um compromisso sério? Parece papo de homem que só quer saber de galinhar, né? Mas não é nada disso... Na verdade, gosto muito da minha liberdade. E às vezes acho que é muito melhor ficar sozinha."
Coincidência ou não, cara amiga, nós já passamos algumas vezes por isso. E essa parece ser a dúvida do século: quem consegue domar o coração? Pior ainda: em tempos modernos, o que acontece com os relacionamentos?
Antes de mais nada, devemos avisar que somos suspeitíssimas para falar sobre o assunto. Primeiro porque adoramos namorar e segundo porque uma de nós é sagitariana e preza muito a liberdade.
Então vamos começar a falar dela, a liberdade. A sagitariana aqui diz que ser livre é fazer aquilo que você considera legal para sua vida, independentemente do que os outros digam. Já deu para perceber onde vai parar esse conselho? É mais ou menos isso: faça aquilo que você escolheu para você. O namoro não está legal? Mude. Não deu certo? Se mude.
Claro que é muito legal ouvir a opinião de pessoas sensatas (como nós duas, claro), mas muito mais legal é aprender a ouvir a você mesma, entender o que está acontecendo, se questionar se isso é legal, se essas são as escolhas certas.
Trocando em miúdos, a gente quer dizer que tudo o que você está perguntando é muito pessoal e só você tem as respostas. Mas queremos dizer também que você deve cuidar MUITO bem de si mesma. Em tudo o que fizer. E se alguma coisa está te incomodando e vai contra as suas convicções, faça mesmo o que você está pensando em fazer: fique sozinha, converse consigo mesma. Acreditamos muito que a Grande Verdade mora dentro de nós mesmos (nós, as pessoas do bem).
Ei, acabamos de perceber: você já tinha a resposta!!! Ok, pode passar uns dez contos aqui pra gente. Já avisamos que conselho não é de graça.
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