Tudo começou com uma pasta de papel de carta. E depois foram muitas as cartas que trocamos para não perdemos um momento importante sequer de nossas vidas. Se a distância um dia existiu, foi para provar que para a gente ela nada significou. Ainda somos aquelas meninas que mantêm suas diferenças guardadas em uma pasta colorida e perfumada. E que adoram todas as trocas possíveis nessa vida.
caso waldomiro
eu sei que ninguém mais agüenta esse assunto, ou melhor, todo mundo quer esse assunto resolvido. mas enquanto uma parte da história continua pendente, uma outra está sendo solucionada paralelamente: o assassino misterioso do lineu vasconcelos. já que a maria clara diniz não é filha do pai dela, não é filha do assassinado e a mãe dela está longe de ser uma santa pra ter concebido um filho do espírito santo, waldomiro diniz é o pai verdadeiro e conseqüentemente o assassino misterioso de "celebridade". será que alguém ainda tem alguma dúvida de que isso vai virar novela????
na dúvida, faça...
teca, que susto vc me deu...por um segundo, meus olhos de revisora me enganaram e eu li: "para uma amiga vil". até fui procurar no dicionário pra ter certeza, e pensei - o que será que eu fiz??? - mas felizmente apareceu um "nada" no meio da história. e eu estou bem melhor agora...
bom carnaval pra vc também, porque o meu vai ser no bloco da menor prestação, direto das casas bahia...
um beijinho
bom carnaval pra vc também, porque o meu vai ser no bloco da menor prestação, direto das casas bahia...
um beijinho
Para uma amiga nada vil
"Faça ou não faça. A tentativa não existe."
Yoda
Um ótimo carnaval a todos. Usem camisinha. Sejam criativos.
Beijo grande!
Yoda
Um ótimo carnaval a todos. Usem camisinha. Sejam criativos.
Beijo grande!
"se você fosse sincera / ô ô ô ô, aurora"
sinto por quebrar um pouco esse clima romântico que tomou conta do nosso blog, mas é que lembrei de uma coisa que ficou na minha cabeça por muitos carnavais... quando era criança, minha mãe me levava às matinês de um clube lá em campinas...e a cada carnaval, uma fantasia diferente...confetes, serpentinas...ah, eu me realizava...mas tinha uma coisa que fazia eu me sentir muito importante...era uma marchinha...é...a marchinha da aurora...é que minha avó, mãe do meu pai, tem esse nome...e eu achava que a música tinha sido feita pra ela...só que nunca me preocupei em questionar a veracidade dessa minha alucinação...eu acreditava e pronto...ficava orgulhosa da minha vózinha ter uma música que todo mundo sabia cantar...só ficava um pouco chateada com a letra...o que minha vó tinha aprontado pra acharem que ela não era sincera???? e essa minha dúvida me trouxe a realidade de que o autor da música nunca havia conhecido a minha vó...e o "ô ô ô ô, aurora", que eu adorava cantar, perdeu o sentido...perdeu a graça...mas me senti aliviada por saber que ninguém teria dúvida da sinceridade da minha vó...como meu vô ficaria nessa história, né???
Bloco Saca-Rolha
Embalada por esse espírito romântico, mas nem tanto, que tem dominado nossos textos, Mel, acabo de me lembrar de um Carnaval muito especial que passei em um clube tradicional em Assis, a cidade dos três "esses".
Corria o ano de 1995 e eu tinha lá meus 18 aninhos, mas nesse tempo as coisas eram muito diferentes dos dias de hoje. Essa foi uma época em que eu e as minhas amigas estávamos começando uma fase de curtição adoidada. Não havia quem nos segurasse em casa e a maior aventura possível era segurar uma amiga de porre de batidinha na volta para casa.
Mas se tudo era o começo, foi aí que conheci também o meu namorido, quando soube que ele era amigo de um cara por quem carreguei um caminhão de caca. Aquele mesmo que aparece no texto "Vanilda", o cidadão para quem eu pendurei uma faixa com dizeres apaixonados (devidamente roubados do Cazuza).
Mas foi assim: fui perguntar de um moço e me encantei com o moço que tinha as respostas... Tudo isso embalado por marchinhas de Carnaval das mais tradicionais. "Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?"
No fim das contas, nunca soube se o Zezé era, mas nunca dei importância para isso mesmo. Não beijei o namorido, esqueci o moço da faixa, desmaiei no meio do salão e descobri que lança-perfume não havia sido feito para mim.
Descobri Rubem Braga e o que ele dizia em sua Despedida:
"E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de Carnaval - uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito - depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado - sem glória nem humilhação."
Mel, tivemos que dizer adeus àquele tempo. Mas tenho certeza que muita coisa boa ficou e que, no meio dessa confusão, a vida não nos despediu!
Beijo grande!
Corria o ano de 1995 e eu tinha lá meus 18 aninhos, mas nesse tempo as coisas eram muito diferentes dos dias de hoje. Essa foi uma época em que eu e as minhas amigas estávamos começando uma fase de curtição adoidada. Não havia quem nos segurasse em casa e a maior aventura possível era segurar uma amiga de porre de batidinha na volta para casa.
Mas se tudo era o começo, foi aí que conheci também o meu namorido, quando soube que ele era amigo de um cara por quem carreguei um caminhão de caca. Aquele mesmo que aparece no texto "Vanilda", o cidadão para quem eu pendurei uma faixa com dizeres apaixonados (devidamente roubados do Cazuza).
Mas foi assim: fui perguntar de um moço e me encantei com o moço que tinha as respostas... Tudo isso embalado por marchinhas de Carnaval das mais tradicionais. "Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?"
No fim das contas, nunca soube se o Zezé era, mas nunca dei importância para isso mesmo. Não beijei o namorido, esqueci o moço da faixa, desmaiei no meio do salão e descobri que lança-perfume não havia sido feito para mim.
Descobri Rubem Braga e o que ele dizia em sua Despedida:
"E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de Carnaval - uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito - depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado - sem glória nem humilhação."
Mel, tivemos que dizer adeus àquele tempo. Mas tenho certeza que muita coisa boa ficou e que, no meio dessa confusão, a vida não nos despediu!
Beijo grande!
Perfeito!
Mel, já te contei que tive um namorado perfeito? É verdade. Todas aquelas coisas que sonhamos para a nossa vida encantada o cidadão tinha. Era meu amigo, vivia fazendo as minhas vontades, não tinha ciúme, entrava em todas as roubadas que eu inventava (e olha que invento várias sempre). Mas um belo dia, alguém muito importante reapareceu. Alguém que tinha partido o meu coração e que, por isso, não era perfeito. E comecei a enxergar que toda aquela perfeição me irritava profundamente e que eu queria alguém de carne e osso do meu lado.
É isso mesmo: queremos alguém com quem possamos trocar experiências. Alguém que tenha sangue correndo nas veias e que diga que o mundo não é perfeito, ainda bem!
E foi assim que meu namorido se tornou o meu par perfeito!
Beijo grande!
PS: tenho certeza que você está em boas mãos...
É isso mesmo: queremos alguém com quem possamos trocar experiências. Alguém que tenha sangue correndo nas veias e que diga que o mundo não é perfeito, ainda bem!
E foi assim que meu namorido se tornou o meu par perfeito!
Beijo grande!
PS: tenho certeza que você está em boas mãos...
ninguém é de ninguém até que ache alguém
teca, quando escrevi o texto "ninguém é de ninguém", disse que achava difícil relacionamentos perfeitos, com cumplicidade, confiança, respeito, atração, amor, amizade, enfim, aquilo que deveria ter em qualquer relação...é difícil mesmo, não é?? mas não é impossível. e eu não tinha desistido de encontrar alguém especial, só desisti de encontrar aquele príncipe encantado que só existe em contos de fada...aquele cara que de tão perfeito, tão certinho, seria até chato...e por que eu ia querer alguém perfeito se eu mesma não sou assim??? por que iria exigir alguma coisa de alguém se eu não poderia retribuir à altura?? defeitos, todo mundo tem, e como tem...por que o meu "escolhido" (leia-se: o sortudo...hehe...brincadeirinha) teria que ser diferente??? não vivo em outro mundo que não seja o real...não sou tão ingênua assim...amores começam e acabam o tempo todo, até que se ache o verdadeiro amor. esse sim não acaba...felizmente, posso dizer que sou de alguém, que é perfeito...perfeito, porque me faz bem...perfeito porque eu amo...perfeito, porque me ama...perfeito, porque não é perfeito...perfeito, porque é perfeito...pra mim...
até a barbie...
estou simplesmente passada com essa notícia: a barbie se separou do ken...como pode?? depois de 43 anos juntos...ah, meu mundo caiu. até as bonecas estão se divorciando. estão dizendo que o motivo da separação, além de muitas diferenças entre os dois, é que o ken não quer casar. só enrolou todo esse tempo. mas as más línguas afirmam que ela já tem um novo namorado, um surfista australiano. bom, se for verdade, ela não vai conseguir esconder por muito tempo...aliás, o novo bronzeado da boneca já insinua muita coisa...hehe.
agora estou num dilema: quem vai sair da minha casa, a barbie ou o ken??? ninguém pensou nas meninas que conheceram os dois como um casal perfeito, que se amava e que viveria junto pra sempre e acreditavam nisso...o que será que elas vão pensar a respeito do namoro, do casamento??? será que vão arriscar a se relacionar??? ou vão querer "aproveitar melhor o tempo sozinhas", como as novas barbies, segundo o marketing da mattel (fabricante do brinquedo)???
agora estou num dilema: quem vai sair da minha casa, a barbie ou o ken??? ninguém pensou nas meninas que conheceram os dois como um casal perfeito, que se amava e que viveria junto pra sempre e acreditavam nisso...o que será que elas vão pensar a respeito do namoro, do casamento??? será que vão arriscar a se relacionar??? ou vão querer "aproveitar melhor o tempo sozinhas", como as novas barbies, segundo o marketing da mattel (fabricante do brinquedo)???
De volta a Machu Picchu
(extraído do site Sabático)
Machu Picchu, importante centro econômico, cultural e religioso dos incas, é, sem dúvida, a relíquia mais intrigante do Valle Sagrado. Sua história pré e pós colombiana não está totalmente esclarecida. Parece certo ter sido refúgio de nobres, sacerdotes, artistas e grandes conhecedores de arquitetura, astronomia e outras ciências.
Ocupa o topo de uma montanha de difícil acesso, protegida por montanhas mais altas, ao lado do cânion do rio Urubamba, numa região de floresta densa. Altos picos em volta de Machu Picchu protegem os quatro cantos - ou suyos, na língua quéchua, falada na região. Esses picos representam os deuses apus, senhores das montanhas. A vizinha montanha Hauynapicchu tem três picos, chamados Salcantay, Willaweq'e (ou Verónica) e Pumasillo. Meu guia de trilha, Jim, típico filho do Valle Sagrado, contou que os três picos representavam para os incas, respectivamente, o pai, a mãe e o filho. Ou ainda a lua, o sol e as estrelas. Jim fala do passado como se falasse também do presente. A cultura inca parece estar ainda impregnada nos habitantes da região.
Ao contrário do que vi no Caminho de Santiago, são raros os casos e lendas sobre Machu Picchu na tradição oral. Segundo o professor peruano Darwin Camacho Paredes, a cidade foi construída entre 1400 e 1530, isto é, antes de Pizarro, o invasor espanhol, liquidar todo o império inca, que teria começado em 1100. Não é consenso entre os estudiosos, mas a cidade parece ter sido abandonada antes de ser descoberta pelos espanhóis.
De 1535 a 1572 os incas, liderados por Manco Inca e depois por Tupac Amaru, lutaram contra os europeus. Foram destruídas inúmeras construções e vias de comunicação entre as cidades. Parece que os incas levaram as pessoas especiais, aquelas que eram sagradas, para um lugar onde pudessem ficar em proteção para continuar seu caminho espiritual. A nação inca desapareceu, mas Machu Picchu permaneceu praticamente intocada.
Pouco se sabe da sua população. Pesquisadores localizaram tumbas nas encostas das montanhas, que revelaram um fato intrigante: mais de 60% dos esqueletos eram de mulheres adultas. O que teria acontecido? Não se tem ainda explicação conclusiva.
Machu Picchu tem enormes terraços, que eram utilizados para plantio. A parte urbana tem construções imponentes, como templos, palácios e observatórios astronômicos. Atualmente os nomes dados às construções são Porta do Sol (Intipunku), Templo das Três Janelas, Templo das Águas, Templo do Condor.
A parte urbana tem ao centro uma área enorme, que era utilizada para rituais e festivais. Ao que tudo indica, era grande o número de moradores da vizinhança que vinham dos quatro cantos para participar desses acontecimentos.
No lado oeste, sobre uma elevação, está a pirâmide sagrada de Intihuatana, que demonstra o grande domínio dos incas sobre técnicas arquitetônicas, além de profundo conhecimento do movimento solar.
Há quem diga que Machu Picchu continua tão viva quanto sempre esteve, que as energias sagradas já estavam lá antes da chegada dos incas. Testemunhei que é, no mínimo, um lugar incomum, ao pôr a mão esquerda sobre uma grande pedra chamada Relógio do Sol, considerada uma rocha de energia. Coloquei e, pela primeira vez na vida, enxerguei minha aura. Em cada um dos meus dedos foi-se formando uma coroa laranja, depois avermelhada, que contornou toda a minha mão. Impressionante!
Meu guia Jim contou que os conquistadores espanhóis ouviram dizer que os nativos tinham uma cidade dourada, dupla de Cusco, o Eldorado. Saíram procurando essa cidade de ouro, que era na verdade Machu Picchu, mas nada encontraram.
Jim se referiu a Eldorado para explicar um fato que lhe acontecera alguns anos antes. Foi procurado em Cusco por um senhor idoso que queria ir a Machu Picchu como carregador. Jim resistiu, porque a tarefa já é pesada para os jovens, mas acabou cedendo à insistência daquele senhor, que desempenhou muito bem a tarefa. Ao ver a Intipunku, o homem esqueceu o cansaço e saiu correndo, ainda carregando a bagagem dos turistas. Parou na Porta do Sol, sentou-se e encolheu todo o corpo. Chorando, disse para Jim: "Olha, chefe, Machu Picchu tem luz!". Jim depois ficou sabendo que o velhinho era um bruxo, um xamã. Comentou que ficou emocionado e acrescentou: "O velhinho, para conhecer Machu Picchu e encontrar a profundidade de suas raízes, teve que se fazer de carregador. Chegou e encontrou a resposta à pergunta que ele tinha sempre em seu coração!"
Machu Picchu, importante centro econômico, cultural e religioso dos incas, é, sem dúvida, a relíquia mais intrigante do Valle Sagrado. Sua história pré e pós colombiana não está totalmente esclarecida. Parece certo ter sido refúgio de nobres, sacerdotes, artistas e grandes conhecedores de arquitetura, astronomia e outras ciências.
Ocupa o topo de uma montanha de difícil acesso, protegida por montanhas mais altas, ao lado do cânion do rio Urubamba, numa região de floresta densa. Altos picos em volta de Machu Picchu protegem os quatro cantos - ou suyos, na língua quéchua, falada na região. Esses picos representam os deuses apus, senhores das montanhas. A vizinha montanha Hauynapicchu tem três picos, chamados Salcantay, Willaweq'e (ou Verónica) e Pumasillo. Meu guia de trilha, Jim, típico filho do Valle Sagrado, contou que os três picos representavam para os incas, respectivamente, o pai, a mãe e o filho. Ou ainda a lua, o sol e as estrelas. Jim fala do passado como se falasse também do presente. A cultura inca parece estar ainda impregnada nos habitantes da região.
Ao contrário do que vi no Caminho de Santiago, são raros os casos e lendas sobre Machu Picchu na tradição oral. Segundo o professor peruano Darwin Camacho Paredes, a cidade foi construída entre 1400 e 1530, isto é, antes de Pizarro, o invasor espanhol, liquidar todo o império inca, que teria começado em 1100. Não é consenso entre os estudiosos, mas a cidade parece ter sido abandonada antes de ser descoberta pelos espanhóis.
De 1535 a 1572 os incas, liderados por Manco Inca e depois por Tupac Amaru, lutaram contra os europeus. Foram destruídas inúmeras construções e vias de comunicação entre as cidades. Parece que os incas levaram as pessoas especiais, aquelas que eram sagradas, para um lugar onde pudessem ficar em proteção para continuar seu caminho espiritual. A nação inca desapareceu, mas Machu Picchu permaneceu praticamente intocada.
Pouco se sabe da sua população. Pesquisadores localizaram tumbas nas encostas das montanhas, que revelaram um fato intrigante: mais de 60% dos esqueletos eram de mulheres adultas. O que teria acontecido? Não se tem ainda explicação conclusiva.
Machu Picchu tem enormes terraços, que eram utilizados para plantio. A parte urbana tem construções imponentes, como templos, palácios e observatórios astronômicos. Atualmente os nomes dados às construções são Porta do Sol (Intipunku), Templo das Três Janelas, Templo das Águas, Templo do Condor.
A parte urbana tem ao centro uma área enorme, que era utilizada para rituais e festivais. Ao que tudo indica, era grande o número de moradores da vizinhança que vinham dos quatro cantos para participar desses acontecimentos.
No lado oeste, sobre uma elevação, está a pirâmide sagrada de Intihuatana, que demonstra o grande domínio dos incas sobre técnicas arquitetônicas, além de profundo conhecimento do movimento solar.
Há quem diga que Machu Picchu continua tão viva quanto sempre esteve, que as energias sagradas já estavam lá antes da chegada dos incas. Testemunhei que é, no mínimo, um lugar incomum, ao pôr a mão esquerda sobre uma grande pedra chamada Relógio do Sol, considerada uma rocha de energia. Coloquei e, pela primeira vez na vida, enxerguei minha aura. Em cada um dos meus dedos foi-se formando uma coroa laranja, depois avermelhada, que contornou toda a minha mão. Impressionante!
Meu guia Jim contou que os conquistadores espanhóis ouviram dizer que os nativos tinham uma cidade dourada, dupla de Cusco, o Eldorado. Saíram procurando essa cidade de ouro, que era na verdade Machu Picchu, mas nada encontraram.
Jim se referiu a Eldorado para explicar um fato que lhe acontecera alguns anos antes. Foi procurado em Cusco por um senhor idoso que queria ir a Machu Picchu como carregador. Jim resistiu, porque a tarefa já é pesada para os jovens, mas acabou cedendo à insistência daquele senhor, que desempenhou muito bem a tarefa. Ao ver a Intipunku, o homem esqueceu o cansaço e saiu correndo, ainda carregando a bagagem dos turistas. Parou na Porta do Sol, sentou-se e encolheu todo o corpo. Chorando, disse para Jim: "Olha, chefe, Machu Picchu tem luz!". Jim depois ficou sabendo que o velhinho era um bruxo, um xamã. Comentou que ficou emocionado e acrescentou: "O velhinho, para conhecer Machu Picchu e encontrar a profundidade de suas raízes, teve que se fazer de carregador. Chegou e encontrou a resposta à pergunta que ele tinha sempre em seu coração!"
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