Um braço e uma perna não digo, mas um rim eu dava para dançar na Hell’s Kitchen Dance. Ao menos se conseguisse um ingressozinho para ver Baryshnikov dançando com um cenário de imagens de si mesmo em diversos momentos da carreira, eu seria uma bailarina com mais bagagem e um sorriso pregado na cara.
Cambistas, falem comigo!
Tiny Dancer

Blue jean baby, L.A lady
Seamstress for the band
Pretty eyed, pirate smile
You married the music man
Ballerina, you must've seen her dancing in the sand
And now she's in me, always with me
Tiny dancer in my hand
Jesus freaks out in the street
Handing tickets out for God
Turning back she just laughs
The boulevard is not that bad
Piano man he makes his stand
In the auditorium
Looking on she sings the songs
The words she knows
The tune she hums
But oh how it feels so real
Lying here with no one near
Only you and you can hear me
When I say softly, slowly
Hold me closer tiny dancer
Count the headlights on the highway
Lay me down in sheets of linen
You had a busy day today
Blue jean baby, L.A lady
Seamstress for the band
Pretty eyed, pirate smile
You married the music man
Ballerina, you must've seen her dancing in the sand
And now she's in me, always with me
Tiny dancer in my hand
But oh how it feels so real
Lying here with no one near
Only you and you can hear me
When I say softly, slowly
Uma das coisas mais legais de ter amigos é que eles realmente se lembram de você quando vêem coisas que sabem que fariam você suspirar o dia todo.
Eu, modo de usar
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre, que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pêlos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois... se calhar... Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar, experimente me amar.
(Martha Medeiros - sim, ela de novo. Desculpem-me, mas estou nessa fase.)
Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pêlos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês, mas me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois... se calhar... Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar, experimente me amar.
(Martha Medeiros - sim, ela de novo. Desculpem-me, mas estou nessa fase.)
Dica do dia

Clique na imagem para ampliar e conhecer melhor o Fábio, que foi meu instrutor e tem uma escola na Vila Olímpia, lugar bem bacana para quem quiser aprender Yôga.
Divã
Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo cerebral. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
(Martha Medeiros, meu alter ego)
(Martha Medeiros, meu alter ego)
essa é a minha irmã!!!!
na festa junina...
- ai, leandro, desculpa, não te reconheci!!!
- tudo bem, rachel, mas meu nome é rodrigo...
- ai, leandro, desculpa, não te reconheci!!!
- tudo bem, rachel, mas meu nome é rodrigo...
Achados e perdidos
Os Ramones regravaram uma música do Doors que vim escutando hoje de manhã. Não sei bem o motivo de ela ter vindo à minha cabeça tão cedo, mas fez todo o sentido. Há momentos em que a gente precisa desacelerar. Em outros, se jogar em queda livre.
Foi procurando alguma coisa sobre a letra de Take It as It Comes que cheguei ao Metáforas da (minha) Vida. Vale a pena ler isso aqui.
Foi procurando alguma coisa sobre a letra de Take It as It Comes que cheguei ao Metáforas da (minha) Vida. Vale a pena ler isso aqui.
No se puede confiar en los faunos
Relacionado com a antítese, o paradoxo é uma figura de pensamento que consiste na exposição contraditória de idéias. As expressões assim formuladas tornam-se proposições falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético.(Simplificando, é uma afirmação ou opinião que à primeira vista parece ser contraditória, mas na realidade expressa uma verdade possível.)
A diferença existencial entre antítese e paradoxo é que antítese toma nota de comparação por contraste ou justaposição de contrários, já o paradoxo reconhece-se como relação interna de contrários:
* Antítese: "Eu sou velho, você é moço."
* Paradoxo: "Eu sou um velho moço."
Luis Fernando Veríssimo escreveu: "Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo."
Pois bem, coloquei tudo isso aí para tentar achar um norte para as coisas que estou sentindo dias depois de ter assistido O Labirinto do Fauno. Não há quem me convença de que este é um filme sobre uma menina em busca de um reino encantando. Não, não. O labirinto é bem mais em baixo. O filme tem cenas de violência tão duras, que em certos momentos desejei mandar o diretor, Guillermo del Toro, para Hollywood, que isso não é coisa que se faz com a gente. Mas acabou que na última cena do filme eu não era a única pessoa a chorar desconsolada na sala e então fiquei pensando nas contradições, antíteses, ambigüidades e paradoxos da vida. Porque uma coisa pode ser feia e bela ao mesmo tempo. Ruim e boa. Distante e próxima. E por aí vai. Como misturar sabores, houve um tempo em que eu não gostava de comida doce e salgada num mesmo prato. Mas hoje vejo que a vida tem muito mais graça quando os contrários não se excluem totalmente. Virei um paradoxo a partir do momento em que tentei falhar e finalmente consegui.
A diferença existencial entre antítese e paradoxo é que antítese toma nota de comparação por contraste ou justaposição de contrários, já o paradoxo reconhece-se como relação interna de contrários:
* Antítese: "Eu sou velho, você é moço."
* Paradoxo: "Eu sou um velho moço."
Luis Fernando Veríssimo escreveu: "Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo."
Pois bem, coloquei tudo isso aí para tentar achar um norte para as coisas que estou sentindo dias depois de ter assistido O Labirinto do Fauno. Não há quem me convença de que este é um filme sobre uma menina em busca de um reino encantando. Não, não. O labirinto é bem mais em baixo. O filme tem cenas de violência tão duras, que em certos momentos desejei mandar o diretor, Guillermo del Toro, para Hollywood, que isso não é coisa que se faz com a gente. Mas acabou que na última cena do filme eu não era a única pessoa a chorar desconsolada na sala e então fiquei pensando nas contradições, antíteses, ambigüidades e paradoxos da vida. Porque uma coisa pode ser feia e bela ao mesmo tempo. Ruim e boa. Distante e próxima. E por aí vai. Como misturar sabores, houve um tempo em que eu não gostava de comida doce e salgada num mesmo prato. Mas hoje vejo que a vida tem muito mais graça quando os contrários não se excluem totalmente. Virei um paradoxo a partir do momento em que tentei falhar e finalmente consegui.
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