Falando em casamento

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Eu ainda não falei aqui, publicamente, que estou prestes a dizer o “sim” que não vai mudar a minha vida. Não vai mudar porque ela está perfeita assim, do jeito que está. E essa é uma condicional para eu me casar.
A minha história com o namorido é feita de muitas escolhas. Ele foi o cara, sabe? O escolhido. No meio de uma multidão, era ele. Sempre foi.
A gente se conheceu em um Carnaval bem típico das cidades do interior, quando eu nem sonhava em ficar com ninguém, estava mais interessada em tomar porre de batidinha com as amigas. Tanto que acabamos nem ficando mesmo. Mas as trocas de olhares sempre tiveram aquele ‘punch’ matador.
Até que um dia… e a culpa foi da Vanina, que ao som de “Será”, me jogou nos braços do moço. Eu sempre me perguntei se era só imaginação. Mas o homem da minha vida sempre quis ficar comigo.

PS: Lan, sei que você vai ler isso aqui e ficar falando que eu deveria ter dito que, mesmo me amando, você é muito bravo e mau. Ah, tá.

Meus amigos, os sagitarianos

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Tenho 4 amigos que formam comigo a turma dos sagitarianos que vive da palavra.
A primeira, dona do blog Parada Cardíaca, merece um post exclusivo, que de uma vez por todas acabe com a reputação que cada vez menos ela se preocupa em manter. Minha querida Ana, eu te amo.
O segundo amigo foi aquele que botou fogo no meu cabelo durante uma aula no colegial. Ele também me deixou uma cicatriz no joelho quando tentava ensaiar uns passos de um ballet desengonçado. Hoje ele dá aula de História e, quando foi professor da minha sobrinha, fez o favor de contar esses “causos” na sala de aula.
O terceiro amigo eu conheci em uma viagem marcante, há nove anos. A gente gosta das mesmas coisas até hoje e trabalhamos com propaganda. A única coisa ruim que tenho para falar dele é que alguns brinquedos na Disney e uma montanha-russa do Six Flags pararam de funcionar com a gente dentro. Meda.
O quarto amigo trabalha comigo e é o que mais me dá trabalho (Ana, mais do que você com essa história da mudança). Mas é das palavras dele que eu vivo, fazer o quê? Seu único defeito é assistir somente à TV Cultura e ler muito a Carta Capital. Por isso, a gente não tem muito assunto.
Como vocês podem ver, estou muito bem acompanhada.

Quatro casamentos e um funeral

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Duas cenas nesse filme me fazem querer que ele entre para o time dos colecionáveis. A primeira deve estar na lembrança de todo mundo que o tenha visto alguma vez na vida. É sobre o funeral a que o título se refere, em que é lido um poema de W. H. Auden, um poeta inglês, naturalizado americano, e gay.
A segunda cena é no último casamento, quando a personagem Fiona, declaradamente apaixonada por seu melhor amigo, Charles, tendo de enfrentar o casamento dele com uma outra mulher, desiste de usar o habitual pretinho básico: “A partir de hoje vou usar todas as cores do arco-íris e só me apaixonar por quem realmente goste de mim.”

Funeral Blues

Parem os relógios, calem o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu
Que as pombas guardem luto - um laço no pescoço -
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu

Ele era meu norte, meu sul, meu leste, meu oeste,
minha semana de trabalho, meu domingo agreste
meu meio-dia, minha meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana

É hora de apagar estrelas – elas já não são mais queridas,
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo daqui para a frente

Cardápio*

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Nosso mais recente quitute:
feijão mexidinho com farinha "ao chão", salpicado de sabão em pó.

Modo de preparar:
- deixe uma cachorra rebelde presa na lavanderia;
- facilite a entrada dela na despensa;
- deixe feijão azuki, farinha de mandioca e sabão em pó, recém adquiridos, em uma prateleira acessível.
Aguarde algumas horas... e estará pronto!

*Por Elisabeth Yazlle, vulgo minha mãe.

Boletim de ocorrência*

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Delitos:
1. destruição total de uma cestinha de vime, patrimônio familiar, destinada à guarda de prendedores de roupa, por várias gerações;
2. destruição parcial de cerca de uma dúzia de prendedores de roupa;
3. destruição parcial de um recipiente de plástico, tipo "pote de sorvete vazio";
4. desordens várias, envolvendo panos, lata de lixo, etc.

Horário: madrugada de 31 de março para 1o de abril do corrente ano.

Suspeita: elemento do sexo feminino, cor parda, de poucas palavras, afirma inocência. Encontra-se em estado de profunda depressão, negando-se a qualquer diálogo.

Conclusão: dadas as evidências, a suspeita ficará em observação durante vários dias. Em caso de reincidência será obrigada a trabalhos forçados, tais como permanecer acordada durante o dia.

*Contribuição de minha querida mãe, esse texto é uma denúncia sobre o que a cachorra que dá nome aos meus posts nesse blog faz em suas madrugadas insones, lá na cidade dos três esses.

Sinistro

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Acho que só escrevo às quartas.

Spiderman

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Quanta teia de aranha por aqui.

Antes que eu me esqueça

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Eu tenho um blog. E ele anda desatualizado.
Não se preocupem, inúmeros e queridos leitores. Prometo compensar essa ausência assim que o cliente para o qual trabalho vender todos os carros do estoque. Eu posso dizer que faço a minha parte pois comprei um novo modelo do concorrente. O que é a vida sem a concorrência, não é mesmo?
Beijo grande!

5 coisas que só quem almoça na mesa do trabalho sabe

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... o gosto do talher de plástico. Porque o maledeto quebra e você acaba comendo ele também.

... as notícias do dia e os e-mails mais bobos que você já recebeu. Porque você acaba lendo qualquer coisa na internet enquanto engole a comida.

... existem inúmeros tipos de sanduíche feito com hambúrguer, queijo e tomate. Por que mudam tanto que nome eu não sei.

... como a mesa engordura com esse tipo de comida.

... como faz falta sair um pouco do ambiente de trabalho. Até os presos têm direito a um banho de sol por dia.

sei bem como é isso...

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todos os dias é a mesma coisa...os mesmos horários...as mesmas pizzas...minto, hoje resolveram trocar a pizza por sanduíche de mortadela. na boa, tô achando melhor comer comida vencida. aliás, já nem como mais, tô vivendo de luz pra economizar tempo. e revisar a essa hora, com fome e sentindo cheiro de mortadela, acho que deixo passar até uma "promossão". vou vender agúa de cocô, como estava escrito num cartaz do pão de açúcar...acho que o revisor de lá deve estar trabalhando demais também...
beijo e boa noite