na festa junina...
- ai, leandro, desculpa, não te reconheci!!!
- tudo bem, rachel, mas meu nome é rodrigo...
Achados e perdidos
Os Ramones regravaram uma música do Doors que vim escutando hoje de manhã. Não sei bem o motivo de ela ter vindo à minha cabeça tão cedo, mas fez todo o sentido. Há momentos em que a gente precisa desacelerar. Em outros, se jogar em queda livre.
Foi procurando alguma coisa sobre a letra de Take It as It Comes que cheguei ao Metáforas da (minha) Vida. Vale a pena ler isso aqui.
Foi procurando alguma coisa sobre a letra de Take It as It Comes que cheguei ao Metáforas da (minha) Vida. Vale a pena ler isso aqui.
No se puede confiar en los faunos
Relacionado com a antítese, o paradoxo é uma figura de pensamento que consiste na exposição contraditória de idéias. As expressões assim formuladas tornam-se proposições falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético.(Simplificando, é uma afirmação ou opinião que à primeira vista parece ser contraditória, mas na realidade expressa uma verdade possível.)
A diferença existencial entre antítese e paradoxo é que antítese toma nota de comparação por contraste ou justaposição de contrários, já o paradoxo reconhece-se como relação interna de contrários:
* Antítese: "Eu sou velho, você é moço."
* Paradoxo: "Eu sou um velho moço."
Luis Fernando Veríssimo escreveu: "Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo."
Pois bem, coloquei tudo isso aí para tentar achar um norte para as coisas que estou sentindo dias depois de ter assistido O Labirinto do Fauno. Não há quem me convença de que este é um filme sobre uma menina em busca de um reino encantando. Não, não. O labirinto é bem mais em baixo. O filme tem cenas de violência tão duras, que em certos momentos desejei mandar o diretor, Guillermo del Toro, para Hollywood, que isso não é coisa que se faz com a gente. Mas acabou que na última cena do filme eu não era a única pessoa a chorar desconsolada na sala e então fiquei pensando nas contradições, antíteses, ambigüidades e paradoxos da vida. Porque uma coisa pode ser feia e bela ao mesmo tempo. Ruim e boa. Distante e próxima. E por aí vai. Como misturar sabores, houve um tempo em que eu não gostava de comida doce e salgada num mesmo prato. Mas hoje vejo que a vida tem muito mais graça quando os contrários não se excluem totalmente. Virei um paradoxo a partir do momento em que tentei falhar e finalmente consegui.
A diferença existencial entre antítese e paradoxo é que antítese toma nota de comparação por contraste ou justaposição de contrários, já o paradoxo reconhece-se como relação interna de contrários:
* Antítese: "Eu sou velho, você é moço."
* Paradoxo: "Eu sou um velho moço."
Luis Fernando Veríssimo escreveu: "Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo."
Pois bem, coloquei tudo isso aí para tentar achar um norte para as coisas que estou sentindo dias depois de ter assistido O Labirinto do Fauno. Não há quem me convença de que este é um filme sobre uma menina em busca de um reino encantando. Não, não. O labirinto é bem mais em baixo. O filme tem cenas de violência tão duras, que em certos momentos desejei mandar o diretor, Guillermo del Toro, para Hollywood, que isso não é coisa que se faz com a gente. Mas acabou que na última cena do filme eu não era a única pessoa a chorar desconsolada na sala e então fiquei pensando nas contradições, antíteses, ambigüidades e paradoxos da vida. Porque uma coisa pode ser feia e bela ao mesmo tempo. Ruim e boa. Distante e próxima. E por aí vai. Como misturar sabores, houve um tempo em que eu não gostava de comida doce e salgada num mesmo prato. Mas hoje vejo que a vida tem muito mais graça quando os contrários não se excluem totalmente. Virei um paradoxo a partir do momento em que tentei falhar e finalmente consegui.
Tarefa
Me pediram para escrever o nome das cinco mulheres que mais admiro no mundo, com uma breve descrição. O que acontece é que eu admiro muita gente, mas tive que peneirar e o texto ficou isso aí que segue.
As cinco mulheres que mais admiro
Elisabeth Gelli Yazlle
Se você der uma busca nesse nome, no Google, vai entender a razão. Beth é PhD em Psicologia, entende de educação infantil como ninguém, é professora de pós-graduação em uma das mais conceituadas universidades do país, e, por acaso, minha mãe.
Hillary Clinton
Dizem que quando ela e o então presidente Bill visitaram sua cidade natal, Hillary foi abastecer o carro e um funcionário do posto a reconheceu, dizendo: “Olha só, Hillary, eu fui seu namorado na adolescência. Se você tivesse ficado comigo, seu futuro seria num posto de gasolina.” Ela respondeu: “Não, meu amigo. Se eu tivesse ficado com você, hoje você seria o presidente dos Estados Unidos”.
Ana Botafogo
Por ter sido a primeira bailarina a sambar na ponta dos pés.
Martha Medeiros
Ex-publicitária, cronista, autora de textos e poesias contemporâneas que falam do dia-a-dia e de sentimentos, de maneira simples e doce.
Lúcia Helena
Porque ela é minha esteticista, deixa a pele maravilhosa, conversamos sobre tudo e saio do consultório como se tivesse feito terapia.
As cinco mulheres que mais admiro
Elisabeth Gelli Yazlle
Se você der uma busca nesse nome, no Google, vai entender a razão. Beth é PhD em Psicologia, entende de educação infantil como ninguém, é professora de pós-graduação em uma das mais conceituadas universidades do país, e, por acaso, minha mãe.
Hillary Clinton
Dizem que quando ela e o então presidente Bill visitaram sua cidade natal, Hillary foi abastecer o carro e um funcionário do posto a reconheceu, dizendo: “Olha só, Hillary, eu fui seu namorado na adolescência. Se você tivesse ficado comigo, seu futuro seria num posto de gasolina.” Ela respondeu: “Não, meu amigo. Se eu tivesse ficado com você, hoje você seria o presidente dos Estados Unidos”.
Ana Botafogo
Por ter sido a primeira bailarina a sambar na ponta dos pés.
Martha Medeiros
Ex-publicitária, cronista, autora de textos e poesias contemporâneas que falam do dia-a-dia e de sentimentos, de maneira simples e doce.
Lúcia Helena
Porque ela é minha esteticista, deixa a pele maravilhosa, conversamos sobre tudo e saio do consultório como se tivesse feito terapia.
Liçãozinha de casa
Uma guria linda que tem idade para ser minha irmã mais nova me mandou um texto que não pude deixar de publicar. Para tomar todo o dia em jejum, melhora consideravelmente o estado da alma.
“Uma vez eu li que reprimir nossas fantasias é uma amputação. A gente é o que vive e também o que a gente delira, sonha, projeta, inventa, reconstrói, ousa... Verbos, aliás, raramente praticados no nosso santificado dia-a-dia. Há milhares de possibilidades de sensações a serem desfrutadas sem prejuízo algum para os outros ou para nós mesmos. Passamos a vida inteira cumprindo o que esperam de nós, respeitando os sinais de trânsito, pagando os impostos em dia, decorando senhas, sendo gentis, solidários, pacientes, chegando pontualmente ao serviço, ouvindo desaforos e grosserias de quem não nos compreende, tudo para contribuir com a paz no mundo... Fantasiar é o mínimo que podemos fazer de agrado com a gente! É inofensivo, saudável e de graça. Ajuda a perder peso, e a não perder o controle. Muito pelo contrário: quem tem medo do próprio pensamento é que já está comprometido.”
“Uma vez eu li que reprimir nossas fantasias é uma amputação. A gente é o que vive e também o que a gente delira, sonha, projeta, inventa, reconstrói, ousa... Verbos, aliás, raramente praticados no nosso santificado dia-a-dia. Há milhares de possibilidades de sensações a serem desfrutadas sem prejuízo algum para os outros ou para nós mesmos. Passamos a vida inteira cumprindo o que esperam de nós, respeitando os sinais de trânsito, pagando os impostos em dia, decorando senhas, sendo gentis, solidários, pacientes, chegando pontualmente ao serviço, ouvindo desaforos e grosserias de quem não nos compreende, tudo para contribuir com a paz no mundo... Fantasiar é o mínimo que podemos fazer de agrado com a gente! É inofensivo, saudável e de graça. Ajuda a perder peso, e a não perder o controle. Muito pelo contrário: quem tem medo do próprio pensamento é que já está comprometido.”
Realismo francês
O problema, ah o problema de fazer 30 anos, é que seus sonhos às vezes te sabotam. Fazem você ter certeza que ainda pode sair correndo pelada na praia com as amigas em noite de lua, que pode passar um fim de semana acampando com amigos esquisitos e que ainda dá certo cair numa balada até as 5 da manhã e ter que acordar cedo depois pra trabalhar.
Para estragar o post anterior
O dia está horroroso hoje, um frio que a Mel comparou à Groenlândia. E nem estou em Nova York. O trabalho está me matando. Fiz muitas dúzias de anúncios de uma famosa companhia de telefone celular. Sozinha. Tive três vontades horrendas de chorar abraçada à minha cachorra. E ela só queria morder minha mão. Eu, que sou conhecida por não gostar de doces, em especial os chocolates, devorei 1/3 de uma caixa de Lindt. Não estou na TPM, nem isso posso culpar. Queria um cobertorzinho, minha cama e alguém que entendesse meus pensamentos, que insistem em falar javanês.
conversa
tinha muita coisa pra falar, muito pra desabafar, ainda bem que vc existe, minha amiga...
"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.Como aliviar a dor do que não foi vivido?A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!!A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." Drummond
"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.Como aliviar a dor do que não foi vivido?A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!!A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional." Drummond
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