Sobre branding e o que fazemos com a nossa marca pessoal

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Semana pasada o presidente da agência de propaganda em que estou trabalhando há apenas 15 dias reuniu todos os funcionários para falar sobre branding. Ou melhor, para informar que a partir de agora todo mundo tem que se virar para saber o que é isso.

Foi a primeira vez que eu vi o cara assim, tête-à-tête. E, entre todos os mitos que criam em torno dessas figuras da propaganda brasileira, alguns faziam muito sentido. Mas outros não, porque, em vez de ficar com medo daquela pessoa que falava alto, gesticulava muito e xingava de um jeito engraçado, eu senti mesmo uma baita vontade de ficar aqui.

Primeiro porque, desde que saí de outra agência grande para tentar dar um novo rumo para a minha carreira, a intenção foi sempre procurar coisas novas. Não só naquilo que é produzido em propaganda, mas no alicerce da construção das ideias. E apesar de eu mesma ter sentido meus alicerces pessoais tremerem na base, foi um tempo de muito aprendizado.

Tive que estudar todo santo dia. Tive que aprender o que é branding, o que é BTL, o que é guerillha. Fiz planejamentos solitários e enriquecedores, ao mesmo tempo em que saía da agência pensando que não poderia planejar nada para minha vida no futuro próximo.

Branding é o termo que se usa para a construção e percepção de uma marca. Porque, cada vez mais, para as empresas, o seu bem mais precioso é algo que não se come, nem se veste, nem se usa. Branding não é fazer com que um consumidor escolha uma marca em vez da marca concorrente. É fazer com que um potencial consumidor perceba a marca como a única solução para o que ele busca.

“Uma marca tem de parecer um amigo.”
Howard Schultz
 - Starbucks

Traçando um paralelo com a vida da gente, não é muito diferente. Algumas pessoas também têm sua marca. São lembradas pela forma como tratam os outros, pela qualidade do seu trabalho, por uma sensação que deixam quando vão embora. Eu acredito muito na minha marca pessoal, mas agora pude perceber o quanto ela andou esquecida e judiada nos últimos tempos. Minha revolução pessoal, assim como a chamada crise instaurada no mundo, só me deu chance de sobreviver.

Justamente o contrário do que disse o presidente da agência na semana passada: viva.

3 comentários:

Patileide disse...

Ahá, mas tem uma marquinha sua que não tá esquecida não. A marca de melhor amiga pra se conversar sobre tudo e sair com gostinho de quero mais, tá bem viva na minha memória, principalmente depois de ter passado algumas horas com vc na mesa de um bar. Cigarros mentolados à parte, adoooro, adorei e já estou com muita saudade da gente. Espero que não demore tanto de novo. Amiga, amo vc. Só pra te lembrar! bjo

Raoní Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Raoní Santos disse...

Branding nao tem a ver com whisky? ou isso seria Blending??