Freud explica

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O que significa sonhar que dois bandidos invadiram sua casa e levaram apenas os travesseiros?

Parabéns, Mel!

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Que todos os seus sonhos se realizem. Principalmente aqueles rodeados de cachorros!
Muitos beijos.

Kissing the war goodbye

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Há exatos 61 anos um beijo celebrou o fim da Segunda Guerra Mundial na Times Square. Eu acho que é isso que está faltando ao mundo nos dias de hoje.

em boa companhia

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nem a pior TPM de todos os tempos nem meu inferno astral nem meu dedo mais que inflamado tiveram o poder de estragar meu fim de semana...tem coisa melhor que estar cercada de cachorros por todos os lados, um sol maravilhoso, um lugar mais maravilhoso ainda, pessoas queridas, namoridos superentrosados (bêbados, mas entrosados) e um tempão pra matar um tantinho da saudade da minha amiga mais querida???

Primeiro sentido

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Fiquei feliz hoje ao saber que meu livro preferido de todos os tempos virou filme.
O Perfume conta a história de um homem que nasceu sem cheiro e que, por isso, sabia sentir e decifrar cada perfume – bom ou ruim – que atravessasse seu caminho. É também a história da busca do cheiro perfeito, em uma narrativa tão rica, que me fez ter outra percepção olfativa por vários dias – e que me persegue em momentos quando lembro da minha infância inteirinha ao sentir cheiro de plástico de boneca.
Depois de muitos outros livros que brincaram com meus sentidos, O Perfume é o que continua fazendo parte de uma memória que não é voluntária: vem no ar e impregna na gente.

Controller

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Piggy é mesmo minha filha. Além dos cabelos pretinhos, de gostar do namorido quentinho, de colo e de sair para longos passeios, ela tem mostrado cada vez mais que tem olhos de revisora: controla cada movimento nosso pela casa e estranha cada alteração, nem que seja uma folhinha caída de um vaso novo. Além disso, vê televisão e aposto que já sabe quem é o filho da Bia Falcão.

A menina e o futebol

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É preciso que uma verdade seja dita: ela não entendia nada de futebol. Nada mesmo, e ria gostoso quando contavam a piada da Maria que perguntava ao marido o que o jogador de preto e com o apito na mão fazia atrapalhando o jogo.
Quando pequena, nas férias, via um avô sempre muito sisudo esquecer da vida diante de um jogo do Palestra. Mas nos outros dias o futebol não fazia parte de sua vida, simplesmente. Sabia que ele existia, mas o deixava quieto em seu canto, como deixaria quieta uma questão de física quântica, e só se lembrava de algumas regras do impedimento quando havia jogo do Brasil na Copa. E quando o avô de olhinhos azuis morreu e foi numa Copa, ela sabia que as visitas seriam mais breves porque haveria jogo.
A partir daí desprezou os campeonatos todos que existem, ignorando mesmo os do campinho em que o irmão ia vez ou outra e os dos meninos que jogavam em frente à escola de ballet, olhando comprido para as pernas das meninas. E foi nessa época, no ano de sua formatura, que ela conheceu o Zé Carlos. Entre tantas afinidades, havia o futebol. Ou não havia, porque ele mal sabia quando era pênalti. E então as tardes de domingo não eram comprometidas nem ao menos por um locutor ensandecido narrando os nomes dos jogadores de cada time entremeados pelos “toca a bola”, “chutou pro gol” e “vai cobrar escanteio” tão previsíveis.
Os dois faziam planos de casar, queriam ter filhos, e a Vila Buarque, em São Paulo, viu nascer o casal mais perfeito que existia, os dois de mãos dadas passeando calmamente pelas ruas depois de uma sessão de cinema.
Mas houve um dia em que ela acordou diferente. Não quis comer, passou o dia na cama. E quando o Zé Carlos chegou à noitinha para namorarem, ela desejou que ele morresse. Pior, o expulsou aos gritos dizendo que ele não era homem de verdade. A mãe chamou a cunhada às pressas e tentaram fazer com que a menina falasse o que tinha acontecido. Em vão. Apelaram então para as orações e, secretamente, fizeram um trabalhinho que a empregada ensinara, para desfazer qualquer mau-olhado que tivesse caído sobre o casal.
Nada adiantava, a menina não queria nada nem ninguém por perto, pensava no Zé Carlos e enjoava. Começaram a dizer pela vizinhança que ela tinha perdido o juízo. Falavam até em internação.
Até que em um domingo uma música invadiu seu quarto e a fez ter vontade de ver o dia. Saiu caminhando sozinha pelas calçadas desertas e cheirando a almoço em família. Seguia o batucar da música, que aos poucos ficava mais forte, dizendo que em uns dias chove, noutros bate sol. Sorria, a menina.
Chegou a um campinho deserto, onde amigos jogavam uma pelada e um grupo ensaiava um sambinha. E lá a menina conheceu Chico e se sentiu completa: o futebol a encontrara.

À francesa

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Acho que é assim que a seleção jogou e está saindo da Copa. Muito de fininho.

Um último pedido a Santo Antônio

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Que São Toninho abençoe e ilumine nossa seleção!
Afinal, nenhum povo é mais dependente de alegria
do que nós, Povo Brasilêro.
Alegria nos dá identidade, jogo de cintura e
malemolência.
Alegria nos dá prumo.
Alegria é nossa vocação e nossa compulsão.
Nossa sabedoria e nossa força.
(Às vezes, nosso calcanhar-de-aquiles.)
Mas, acima de tudo:
ALEGRIA É O QUE NOS DÁ SUSTANÇA.
Proteína vem depois.
Alegria mantém a cor vermelha do nosso sangue.


Luiz Alberto Amaral, um grande amigo

Não é amor, é calor

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O namorido anda reclamando que eu e a Piggy só nos aproximamos dele quando estamos com frio. Ele é bem quentinho mesmo. :)