Revisar é…

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“Só se lê bem aquilo que é lido com algum propósito pessoal.
Pode ser até com a intenção de adquirir poder.
Pode ser até mesmo com ódio do autor.”
Paul Valery

Tráfego

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Entrou uma pessoa nova para trabalhar aqui na agência. O nome dela é Edna. A menina que ocupava o cargo, e está prestes a ir embora, passa agora o dia gritando: “Edna, Edna, Edna, você vai pegar uma gripe!”
Mais que uma lembrança desse comercial engraçado, acho que esta é uma praga para a nova vítima da masmorra em que todos nos encontramos.

Pffff.

Porque a vida é agora

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- Uma sapatilha de ponta caríssima, capaz de durar anos, sem gesso e reaproveitável graças ao calor.
- Algumas unhas a menos.
- Calça da Capézio e meia nova para aulas de contemporâneo.
- Fada Branca e pas-de-deux livre.
- PODER IR AO BALLET TODOS OS DIAS!!!

Os cartões de crédito têm razão. Algumas coisas não têm preço.

pra vc...

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teca, acho que essa música tem tudo a ver com a gente, com o blog...

Partituras
Flávio Venturini/Jane Duboc

Lia
Sorte e pensamento
Traduzia Sonhos
Viajava em mais de mil direções

Via
Cores no movimento
Conduzia o seu tempo
Decifrava gestos e intenções

É magia
Elo que nos une
Almas se entrelaçam
Escrevendo rimas pelo céu

É sintonia
Eco de mensagens
Notas que se espaçam
Dando vida a histórias de papel

Lançar no ar
O acorde que agasalha
A voz e a emoção
De um cantor

Alçar no ar
O amor que acompanha
O vôo e o coração
De um cantor

Eu vou levar
A personagem principal
Em minhas mãos...
... E me levou

A dupla

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Em uma agência de propaganda, existem duplas de criação: um redator, que escreve o texto sobre determinado produto, e o diretor de arte, que cria a arte para o material publicitário.
Mas eis que no ano de 2000 surgiu um novo conceito em dupla: as revisoras. Mel e Tequila, juntas, eram imbatíveis. Os erros não eram páreo para elas e, ainda assim, quando teimavam em sair, não eram vistos por ninguém (ou quase). É que além de boas de olho, as duas tinham o santo forte que só vendo. Eram as queridinhas dos chefes, do estúdio e da criação. Só o atendimento é que não topava muito as mocinhas. Mas atendimento não conta.
E então o destino quis separar Mel de Tequila. Era um destino legal, porque a proposta era boa mesmo. Elas foram seguindo seu caminho. Mas uma pequenina oportunidade poderia aparecer a qualquer instante e elas tiveram a esperança de que, mais uma vez, seriam aquela dupla quatro olhos! Tá, foi uma pontinha de esperança só, mas elas são revisoras do tipo otimista, que vêem em qualquer canto uma oportunidade de estarem juntas novamente.
Se hoje não deu certo, amanhã começa tudo de novo. Se não é aqui, é aí. O que importa é que mesmo estando longe, essa dupla deu um jeito de ficar perto. E perto das palavras. Como assim? Aqui.

queria poder ajudar...

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é tão ruim me sentir impotente e incapaz de qualquer coisa que possa fazer vc sorrir nesse momento. mas como vc mesma disse, somos brasileiras e não desistimos nunca. tenho certeza que alguma coisa boa está guardada e que vamos trabalhar juntas de novo. é o seu sonho, é o meu sonho...mas o que eu quero que vc saiba, sempre, é que estou aqui e vou ser sempre sua amiga...na alegria e na tristeza, na saúde e na doença...pode contar comigo, viu??? vamos dar um jeito nisso. vamos puxar quantos terços forem necessários...e, se precisar, vamos vencer pelo cansaço. te adoro muitão.

Concurso*

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Ganha um pacote de balas 7 Belo quem conseguir criar o nome mais adequado para aqueles grupos de pessoas que andam pela calçada calmamente, atravancando o caminho, sem perceber que você está com a maior pressa do mundo, precisando mesmo tirar o pai da forca.



* A presente promoção é aberta à participação de quaisquer pessoas físicas, residentes e domiciliadas em território nacional, e não envolve álea. O vencedor, após seleção das representantes desse blog, será contemplado com 1 (hum) pacote de balas 7 Belo sabor tutti-frutti. O prêmio não pode ser convertido em dinheiro e será entregue ao respectivo contemplado em seu domicílio no prazo máximo de 30 (trinta) dias, a contar da data da apuração do resultado, sem nenhum ônus ao ganhador. Para participar, basta deixar um comentário nesse mesmo post, nesse mesmo blog, não se esquecendo de deixar nome e endereço completos. Os leitores podem participar com quantos comentários desejarem. Essa participação não está vinculada à aquisição de qualquer produto, direito ou serviço. Serão sumariamente desclassificados os participantes cujos comentários não atendam a quaisquer das exigências de participação previstas neste regulamento. Desculpa, gente, mas eu não resisti.

While my guitar gently weeps

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Acordou chorando e foi logo cuidar para que aquele dia começasse de uma vez. Tomou banho sentindo as lágrimas fazerem confusão com a água que caía. Trocou de roupa aos prantos, sabendo-se a mulher mais infeliz do mundo, enquanto via que o chão precisava urgentemente de uma vassoura. Engoliu o pão integral e o iogurte dietético com o gosto ainda mais amargo. Trânsito e lágrima. Trabalho, muito trabalho. Intercalado com escapadas ao banheiro da empresa, onde vertia seu choro compulsivo.
Almoçou na mesa. Chorou escondida de novo.
Leu as coisas mais tristes que pôde. Maldisse sua vida e os rumos que tinha dado a ela. Quis ir embora, fazer as malas. Chorou pela fome do mundo, pelo fim da novela, pela amiga que ia embora, pelo amor que ainda dormia.
Saiu tarde, mais uma vez, e por isso chorou também. Chegou em casa, lavou o rosto sentindo a lágrima quente separar-se da água gelada.
E então, quando não havia mais por que chorar, ainda que a vontade continuasse, tomou uma cartela de Valium e foi tratar de ser feliz.

Vestido xadrez

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Vinha andando pela estrada, a menina. Brincava com o vento e via cachorros deitados sob o sol quente do meio-dia. Gostava dos cachorros de rua.
Usava o vestido xadrez. De branco e azul. E sabia que nele ainda era menina, agora encarapitada na mureta da escola onde sempre estudou.
E então parou o olhar, diminuiu os passos, sentindo o coração bater cada vez mais forte, a respiração ofegante. E soube que ali tudo mudava.
Desceu da mureta, ajeitou os cabelos que o vento teimava em bagunçar, sentindo que não cabia mais no vestido. Crescia tendo a certeza que o amor chegaria logo, com seus sentimentos confusos como o vento de outono. Que o amor era xadrez também.
E foi embora de uma vez, a menina que tinha o tempo contado antes de se tornar mulher.

e a sobrancelha???

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menina, acho que de todas as coisas que não sei fazer, essa é a mais dolorida. eu até arrisco, mas não posso garantir que elas ficarão iguais ou, pelo menos, parecidas...rs. ah, e outra coisa que eu não sei fazer, e que pode causar um desastre, é decifrar extrato bancário. eu nunca sei o que eu realmente tenho, ou melhor, o que eu realmente NÃO tenho.
beijinho